Range Rover Evoque evolui sem fazer alarde

Land Rover Evoque 2020
Show de Carro

Por salgados R$ 322.300, segunda geração do Land Rover Range Rover Evoque chega ao Brasil com mudanças profundas, mas sutis ou imperceptíveis a olho nu

Com as devidas ressalvas, a segunda geração do Land Rover Range Rover Evoque sofre do mesmo mal que assolou o EcoSport quando o Ford mudou. O que os olhos podem ver mudou menos que as partes técnicas e mecânicas.

O novo Evoque chega ao País importado da Inglaterra por R$ 322.300. Inicialmente, apenas na versão P300 HSE R-Dynamic com o chamado Pacote Brasil. O SUV foi completamente renovado. Da geração anterior sobraram apenas as dobradiças das portas, de acordo com informações da Land Rover.

Em relação ao preço, o novo Evoque está posicionado acima da média da categoria. Os BMW X1 e X2 nas versões de topo, por exemplo, saem a R$ 232.950 e 246.950, respectivamente.

O Volvo XC40 R-Design é tabelado a R$ 227.950. E o Mercedes-Benz GLA 250 Sport custa R$ 246.900. Na mesma faixa do Evoque estão as versões esportivas do X2 (M35i) e do GLA (AMG 45). Os preços desses modelos são de R$ 313.950 e R$ 379.950, respectivamente.

A Land Rover promete trazer também a versão P250, mais barata que a P300 HSE R-Dynamic. Essa opção terá o mesmo motor 2.0 flexível com turbo que gera 240 cv e equipava a primeira geração do Evoque. Ainda assim o preço deverá ficar acima da média dos SUVs de luxo vendidos no Brasil.

No visual, o novo Evoque manteve as linhas gerais da carroceria que fizeram sucesso e inspiraram os outros SUVs da marca, como o Velar. Entre as novidades estão os faróis com atualizações no desenho e nas assinaturas de LEDs. Atrás, as lanternas mantiveram as linhas gerais, mas ficaram mais estreitas e requintadas.

A tônica de evolução também está na cabine. O painel de instrumentos é virtual e tem tela de 12,3 polegadas. A da central multimídia tem 10″ e há uma terceira tela, de 5”, logo abaixo dela.

O volante também é novo e ganhou comandos multifuncionais sensíveis ao toque. Para alterar o volume do som, por exemplo, basta apertar o sinal de “+” ou “-” ou deslizar o dedo no sentido de um para o outro.

Land Rover Evoque 2020

Como na primeira geração do SUV, o interior é todo revestido de couro. Esse material cobre inclusive o painel e tem textura agradável ao toque. Na prática, a marca manteve o bom padrão de qualidade do acabamento do modelo da primeira geração.

De série há itens como faróis de LEDs, alerta de ponto cego e vários sistemas ativados por meio de comandos de voz. Seis air bags, controles de tração e estabilidade, teto solar panorâmico, ar-condicionado com duas zonas e freio de estacionamento com acionamento elétrico também vêm de fábrica. Assim como câmera 360º, controles de velocidade adaptativo e de partida e descida de rampas.

O pacote Brasil adiciona detalhes pretos na carroceria. Como na inscrição do nome “Range Rover” no capô e na tampa do porta-malas, além das entradas de ar nas laterais.

Uma das novidades mais interessantes são as funções Clear Sight View e Ground View. A primeiro associa uma tela integrada no espelho retrovisor interno com a câmera no teto. Esse recurso permite ter uma visão perfeita do que acontece atrás do SUV mesmo com lotação máxima e porta-malas cheio até o teto.

O Ground View associa a câmera na parte inferior do para-choque dianteiro com as duas localizadas abaixo dos espelhos externos. O conjunto forma uma imagem única da parte inferior da dianteira do Evoque, como se o capô fosse transparente.

Essa função só pode ser ativada com o SUV rodando a até 35 km/h. Portanto, é ideal para manobras, como as de estacionamento, e para evitar obstáculos no fora-de-estrada.

O novo Evoque manteve o sistema Terrain Response. Por meio dele é possível alterar os ajustes da tração integral conforme o tipo de piso. Além do modo automático, que faz tudo sozinho, há opções para asfalto, areia, grama, cascalho e neve, e lama e buracos.

Bela central Multimídia

Nova plataforma

O Evoque utiliza uma plataforma, batizada de PTA. Segundo informações da Land Rover, essa evolução permitiu aumentar em 13% a rigidez estrutural do SUV. Além disso, a distância entre os eixos cresceu em 21 mm e o espaço no porta-malas foi ampliado de 575 litros para 591 l.

Ao longo do test drive de cerca de 450 km, o novo Evoque provou que manteve as virtudes da primeira geração, como a boa estabilidade e o conforto de sobra. A suspensão independente nas duas rodas, com sistema multi-link na traseira, foi mantida.

No asfalto, o conjunto garante conforto exemplar e nas curvas, mantém a carroceria sempre firme. No fora de estrada, o novo Evoque também entrega boa dose de conforto. A capacidade para transpor áreas alagados aumentou de 50 cm para 60 cm, segundo dados da marca.

É fácil encontrar a posição ideal ao volante e ergonomia agrada. Já os bancos poderiam ser melhores. Há pouco apoio para as pernas de quem tem mais de 1,80 m de altura. O assento, além de curto, é estreito. Atrás, o espaço também é reduzido. Apenas dois adultos viajam bem acomodados.

Novo motor para o Evoque

O motor 2.0 turbo do Evoque também é novo. Da família Ingenium, o quatro-cilindros gera 300 cv de potência e 40,8 mkgf de torque. O câmbio automático de nove velocidades foi mantido.

Outro destaque é o sistema híbrido leve de 48V. Isso significa que o alternador e o motor de partida foram substituídos por um um único motor elétrico. Isso permite reduzir o consumo de gasolina, uma vez que o sistema não “rouba” energia do 2.0 turbo para mover polias e correias, por exemplo.

Esse conjunto dá agilidade ao Evoque e garante boas respostas aos comandos do acelerador. O câmbio faz trocas rápidas e sem trancos. Há aletras atrás do volante para passagens manuais de marcha.

Interior marrom um requinte a mais

O senão é que o sistema não aceita o comando do motorista se o modo “D”, de Drive, estiver selecionado. Só dá para “cambiar” manualmente com o câmbio na posição “S”, de Sport.

Aliás, nesta segunda geração do Evoque a Land Rover adotou alavanca convencional de câmbio. No modelo da primeira geração, um dos itens que chamava a atenção era o seletor giratório para trocas de marcha posicionado no console central.

FICHA TÉCNICA 

Motor: 2.0, 4 cil., 16V, turbo
Potência: 300 cv a 5.500 rpm
Torque: 40,8 mkgf entre 1.500 rpm e 4.500 rpm
Câmbio: Automático, 9 marchas
Tração: Integral (4×4) sob demanda
Peso: 1.850 kg

Fonte: Estadão

Publicado por Thiago Vieira

Thiago é apaixonado por carros, desde os 2 anos já conhecia os carros que passavam na sua rua. Grande fã de Ayrton Senna em sua infância. Comerciante de Veículos há mais de 13 anos. Solida experiencia na comercialização de Veículos.

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